18 dias. Foi o tempo necessário para o Egito “assar a batata” de Mubarak e se tornar um grande exemplo para o mundo. Contra o aumento do preço de produtos alimentícios. Contra a falta de emprego para jovens. Contra um regime ditatorial desgastado. Mas a favor da vida. O país do Oriente Médio, norte da África, nos deu uma aula de revolução sem armas e sem sangue. Mortes ocorreram. Mas não por culpa dos protestantes.
Após a Tunísia, o Egito foi mais um país que vivia a base da ditadura a quebrar as correntes da alienação e exigir sua liberdade e direitos. Um exemplo a ser seguido. E está sendo. A Argélia, país democrático, vive em um regime. E como vários regimes, algumas coisas foram cortadas do ‘cardápio’. Qualidade de vida e liberdade são os principais cortes. Mas lá a policia e exército não estão muito imparciais e estão punindo os manifestantes.
Na Arábia Saudita o clima é outro. Como um dos maiores parceiros do Egito, o país começa a se preocupar que as revoluções que se alastram para os grandes produtores de petróleo da região. Mas apesar de algumas pequenas manifestações, como a que aconteceu em Riad pelos direitos das mulheres, o país com grandes taxas de desemprego entre jovens e uma quase completa ausência de democracia continua com uma população um pouco crua em relação à revolução.
E é isso. Que o exemplo do Egito não seja seguido apenas por países regidos por ditadores ou pela falta de emprego para jovens diplomados. Tivemos um exemplo de ‘poder da voz’. Eles nos mostraram que se tem algo de errado no seu país, não basta expressar indignação em uma roda de conversa no bar. Precisamos ir para as ruas reivindicar nossos direitos e lutar por eles.
Nenhum comentário:
Postar um comentário