segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada.

  Hoje resolvi olhar mais a minha volta. Vi o óbvio. A MERDA O caos que está a nossa bela e quente cidade é de doer. Aumento na passagem de ônibus sem a melhoria do transporte. Mensalidade escolar crescendo mais rápido que perfil de depressão no Twitter, e pior, acima do índice de inflação! Tem também a supervalorização do comércio imobiliário, o abandono de crianças e pessoas com distúrbios mentais pelas ruas, o "tratamento" precário do lixo e a má qualidade do serviço de água.
  Entretanto, por tolice ou esperança, ainda acreditamos que a política seja capaz de promover mudanças consideráveis. Mas o tempo em que as pessoas esperavam uma vida por resultados é um passado distante. Nossa geração é imediatista. Nosso modelo econômico é imediatista. está na hora de colocarmos essa característica em prática.
  Chega de politicagem barata. Chega de políticos egocêntricos e eleitores espectadores. Precisamos de um poder público forte e capaz de ouvir o povo e praticar ações para o povo. A regra é simples. Enquanto Belém continuar inerte aos movimentos de políticos corruptos e incapazes, fracos. O povo vai continuar pobre em uma cidade pobre, assistindo os políticos ricos em uma cidade rica.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Alô efeito dominó!

  18 dias. Foi o tempo necessário para o Egito “assar a batata” de Mubarak e se tornar um grande exemplo para o mundo. Contra o aumento do preço de produtos alimentícios. Contra a falta de emprego para jovens. Contra um regime ditatorial desgastado. Mas a favor da vida. O país do Oriente Médio, norte da África, nos deu uma aula de revolução sem armas e sem sangue. Mortes ocorreram. Mas não por culpa dos protestantes.
  Após a Tunísia, o Egito foi mais um país que vivia a base da ditadura a quebrar as correntes da alienação e exigir sua liberdade e direitos. Um exemplo a ser seguido. E está sendo. A Argélia, país democrático, vive em um regime. E como vários regimes, algumas coisas foram cortadas do ‘cardápio’. Qualidade de vida e liberdade são os principais cortes. Mas lá a policia e exército não estão muito imparciais e estão punindo os manifestantes.
  Na Arábia Saudita o clima é outro. Como um dos maiores parceiros do Egito, o país começa a se preocupar que as revoluções que se alastram para os grandes produtores de petróleo da região. Mas apesar de algumas pequenas manifestações, como a que aconteceu em Riad pelos direitos das mulheres, o país com grandes taxas de desemprego entre jovens e uma quase completa ausência de democracia continua com uma população um pouco crua em relação à revolução.
  E é isso. Que o exemplo do Egito não seja seguido apenas por países regidos por ditadores ou pela falta de emprego para jovens diplomados. Tivemos um exemplo de ‘poder da voz’. Eles nos mostraram que se tem algo de errado no seu país, não basta expressar indignação em uma roda de conversa no bar. Precisamos ir para as ruas reivindicar nossos direitos e lutar por eles. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Poder público é de interesse público

  O salário mínimo é definido pela taxa de crescimento real do PIB de dois anos atrás, ou seja, o desse ano é definido pelo PIB de 2009. Logo, a decisão correta a ser tomada é continuar com a proposta de R$545 ou aumentar para no máximo R$560. Mas você já parou pra pensar quais os critérios existentes para o salário de um deputado?
  Na manhã de ontem, 10 de Fevereiro, os deputados estaduais decidiram aumentar seu salário em 66%. Isso é mais de 6 vezes maior que a proposta de aumento do salário mínimo do trabalhador comum. Um absurdo confirmado por 33 dos 34 parlamentares presentes na Assembléia Legislativa do Pará.
  O que cabe a nós, simples(?) cidadãos eleitores, fazer em relação a isso? Protestar! Nós temos esse direito! E se não o fizermos, quem fará? Não é alguém que também está no poder que lutará por nós. Nem mesmo aquele, que votou contra o aumento. Afinal, agora ele está ganhando 20 mil reais sem fazer absolutamente NADA.
  Vamos lá, não esperem o poder público agir a favor do público. Eles estão 'acima de nós'. E isso só é verdade porque o povo permite! Na verdade, a falta de informação do povo permite. Procure se informar. Não leia apenas a primeira página de um jornal, o caderno de polícia e o de esporte. Não veja apenas o Globo Esporte, Jornal Hoje e Jornal Nacional. Uma das principais partes de um jornal, seja telejornalismo, radiojornalismo ou jornalismo impresso, é a política. Nós podemos comandar a política. Mas para isso, temos que aprender mais sobre ela.